
Tempo...
Chove lá fora, ouço o tempo tenebroso;
Estridente é o som do tempo nebuloso.
Tempo, que esvai pelos dedos;
Ouço o estrugido, o desperatdor dos medos.
Exaurido, no elo de um desesperado;
Habitante dessa esfera, civilizado.
Salvo, este adstrito adventício;
Segue a borrasca, e este a beira do precipício.
Que seja infinda essa tempestade;
Cada gota cai sobre mim a frialdade;
Como lágrimas, inexistentes nessa face.
Tempo enigmático, surpreendente;
Torna-me pávido, indiferente;
Perante ao escárnio, esvai-se.
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